domingo, 10 de janeiro de 2016

Efemeridade

          "Odeio circo. Aliás odeio tudo aquilo que me encanta e depois vai embora."
Caio Abreu

           Desde 2006 fiz algumas artes pela cidade. Artes urbanas que podem ser chamadas de graffiti. Claro que desde aquele ano poucas delas restaram. Por isso faço o registro fotográfico. Mesmo consciente da efemeridade do graffiti eu não me sinto bem quando descubro que um graffiti meu desaparece, é apagado ou é atropelado. A arte é feita sobre o muro da cidade e depois desaparece... Um encanto efêmero. 
           Quando vi a frase do escritor Caio Abreu me veio à cabeça esse fascínio do graffiti: que é arte efêmera. E essa frase me inspirou escrever e desenhar essa tira na qual Dani compartilha de meu inconformismo. Porém ao invés de sucumbir a um ódio que é fruto de uma certa impotência, preferi trabalhar e produzir sempre, pois para que todos vejam minha arte e para que minhas marcas estejam sempre pela cidade. Como resposta, recorri a um aforismo de Madre Teresa De Calcutá, que vi pela primeira vez impresso em um encarte do CD Nation da banda Sepultura: "O que você passou anos construindo alguém pode destruir da noite para o dia. Construa assim mesmo."

E assim apresento a primeira HQ/tira de 2016: